quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Fim da distribuição gratuita de sacolinhas atinge 700 lojas na RMC
Balanço foi divulgado pela Apas. Sacolinhas serão cobradas nos supermercados a partir desta quarta-feira.
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) divulgou nesta terça-feira (24) que 700 lojas do comércio e supermercados da Região Metropolitana de Campinas (RMC) não vão mais distribuir gratuitamente as sacolas plásticas aos clientes a partir desta quarta-feira (25). Somente na região administrativa de Campinas, onde a Apas abrange 80 municípios, são consumidas 84,6 sacolinhas plásticas por mês, o que corresponde a quase um bilhão de sacolas por ano.
A Apas e o Governo do Estado de São Paulo firmaram o acordo em maio do ano passado, quando começaram a incentivar o uso das sacolas ecológicas. A partir desta quarta-feira, quem quiser usar sacolinha plástica vai ter de pagar por ela ou vai ter de levar sacola de casa. Alguns supermercados alegam que vão oferecer sacolas de plástico biodegradável, que não polui tanto o meio ambiente como o normal, feita de amido de milho, que se decompõe na natureza mais rapidamente, mas vão cobrar entre R$ 0,19 e R$ 0,25 por unidade. Outros prometem deixar caixas de papelão à disposição, sem cobrar.
Com a mudança, 37 milhões de pessoas no Estado de São Paulo terão de mudar o hábito na hora de levar as compras para casa. “Fazer uma substituição das sacolas descartáveis por reutilizáveis. Sendo assim, nós podemos fazer uma grande contribuição para o meio ambiente e para sociedade como um todo”, acredita João Galassi, presidente da Apas.
“A primeira coisa é fazer a listinha de compras para poder pensar, quando ela for, o que ela vai conseguir carregar. Se a pessoa for a pé ou se for pegar um ônibus, então como que ela vai conseguir voltar para casa com as compras que ela está levando?”, Rosa Maria Garcia, consultora de organização doméstica.
Opções
A orientação dada pela Associação Paulista de Supermercados é que as redes de supermercado ofereçam ao menos um tipo de sacola a preço de custo. Existem também outras opções: carrinhos com bolsas adaptadas, caixas de plástico dobrável, caixas de papelão e as sacolas biodegradáveis (chamadas também de biocompostáveis).
Com o fim das sacolinhas, o consumidor precisa também calcular, às vezes antes mesmo de sair de casa, o que precisa levar para guardar as mercadorias. "Estou com três ecobags na mochila, eu passo no mercado toda semana. Três é suficiente", diz a fisioterapeuta Caroline Albuquerque, de 26 anos.
Para compras mensais, os consumidores preferem usar caixas de papelão, que são adquiridas gratuitamente nos mercados, ou de plástico dobrável, cujo preço varia entre R$ 18,90 (15 litros), R$ 29,90 (35 litros) e R$ 39,90 (60 litros). É necessário usar de 10 a 12 caixas de papelão para levar as mercadorias. "É complicado fazer compra mensal, porque a família que faz essa compra tem que usar caixas. É muita coisa para levar na ecobag", afirma a terapeuta corporal Marina Allodi, de 42 anos. Outra opção é usar carrinhos - o cálculo é que seja necessário ter pelo menos dois para levar as compras de um mês inteiro.
Com informações do G1
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