Sobral,
Itapipoca e Tianguá têm a maior incidência de casos de leishmaniose visceral
(calazar) no Ceará este ano, seguidas de Baturité, Crato e Juazeiro do Norte.
Para combater a doença instrutores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ministram
na próxima semana (17 a 21), no Laboratório de Análises Clínicas da Escola de
Saúde Pública do Ceará, em Fortaleza, o II Curso de Taxonomia de Vetores das
Leishmanioses para laboratoristas de entomologia das 21 Coordenadorias
Regionais de Saúde (Cres).
Com o curso, os
laboratoristas estarão capacitados para identificar os flebotomíneos, pequenos
insetos responsáveis pela transmissão de algumas doenças aos humanos e animais,
como as leishmanioses, de maior importância pela distribuição geográfica e
número de casos.
As leishmanioses tegumentar
e a visceral estão em expansão no Ceará, embora tenham maior importância
epidemiológica em determinadas regiões. No Brasil, a leishmaniose visceral é
uma doença endêmica com registro de surtos freqüentes.
No Ceará, a doença se
encontra em tendência crescente de incidência, com surtos periódicos. As
microrregiões de maior incidência são em ordem decrescente: Canindé, Juazeiro
do Norte, Crato, Caucaia, Sobral, Acaraú, Fortaleza, Tauá e Maracanaú.
O número de casos de
leishmaniose visceral (calazar), zoonose que ataca o fígado, o baço e a medula
óssea, foi de 594 em 2008, com 33 óbitos. Em 2009 foram confirmados 432 casos,
com 16 óbitos. No Ceará, na última década, o aumento no número de casos de
leishmaniose tegumentar foi atribuído a surtos localizados em alguns municípios.
As leishmanioses são um
conjunto de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania. De modo
geral, essas enfermidades se dividem em leishmanioses tegumentares, que atacam
a pele e as mucosas, e viscerais (ou calazar), que atacam os órgãos internos. O
protozoário, ou parasito, é transmitido ao homem (e também a outras espécies de
mamíferos) por insetos vetores ou transmissores, os flebotomíneos.
No Brasil, esses insetos são
conhecidos por diferentes nomes de acordo com sua ocorrência geográfica, como
tatuquira, mosquito palha, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui e
anjinho.
fonte: Diário Zona Norte
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